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Série Segurança no canteiro de obras: Mapa de Riscos

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Segurança no Canteiro de Obras: Mapa de Riscos

Segurança no canteiro de obras é um tema fundamental para a Construção Civil. Por isso, o Amigo Construtor apresenta uma série de posts sobre o assunto. Tem alguma dúvida ou sugestão sobre o tema? Envie para nós!

Mapa de riscos é uma importante ferramenta visual para garantir a segurança no canteiro de obras.

Ele é uma representação gráfica, que pode ser a planta baixa ou um esboço do local de trabalho.

Além disso, ele apresenta círculos em cores e tamanhos diferentes. Cada cor representa um tipo de risco, e o tamanho, o grau de gravidade.

Esse mapa ficará exposto em todos os locais do canteiro de obras. Com isso, é possível que todos no canteiro de obras saibam quais os perigos de cada atividade, reduzindo a possibilidade de erro.

Origem do Mapa de Riscos

A industrialização, no século XX, causou uma grande necessidade de ações voltadas para a prevenção de acidentes de trabalho.

Em 1944, foi criada a primeira legislação estabelecendo a obrigatoriedade de formação das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA’s).

Mesmo assim, na década de 1970, o avanço da industrialização era enorme e os acidentes de trabalho cresciam no mesmo ritmo.

Por isso, várias normas foram criadas para enfrentar essa situação. O Mapa de Riscos é uma dessas normas. Ele passou a ser obrigatório, no Brasil, a partir da Portaria nº 05, de 17 de agosto de 1992, do Ministério do Trabalho e Emprego.

O Mapa de Riscos é obrigatório em toda empresa onde há uma CIPA.

História Mapa da Riscos

Quem elabora o Mapa de riscos

De acordo com a Portaria nº25, o Mapa de Riscos deve ser elaborado pela CIPA, com a participação dos trabalhadores e a orientação do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) da empresa, quando houver.

Para desenvolver o Mapa de Riscos, a equipe deverá seguir as seguintes etapas:

  1. Conhecer os processos de trabalho do local analisado.
  2. Identificar os riscos existentes no local.
  3. Identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia.
  4. Identificar os indicadores de saúde.
  5. Conhecer levantamentos ambientais já realizados no local.
  6. A partir desse estudo, elaborar o Mapa de Riscos, em cima do layout da obra.
Exemplo de Mapa de Risco

Grupos de risco

O Mapa de Riscos é constituído de um desenho do local, com seus diferentes locais e setores, e as indicações dos grupos de risco.

Esses grupos são identificados por círculos de diferentes tamanhos e cores. Os tamanhos indicam o grau do risco. Quanto maior o círculo, maior o grau de risco.

A NR-5 estabelece cinco grupos de riscos ocupacionais, que estão classificados na tabela abaixo:

Tabela de Riscos Ocupacionais

Qual a validade do Mapa de Riscos?

É importante destacar que o Mapa de Riscos não possui prazo de validade, mas no caso da Construção Civil, ele deve ser revisto e atualizado a cada etapa da obra. Em outros segmentos, ele também deve ser refeito caso haja alteração no ambiente de trabalho.

Esse acompanhamento é fundamental, pois cada fase da construção oferece diferentes riscos.

E lembre-se: a falta desse instrumento nas obras, além de prejudicar a segurança e a saúde de todos, também pode gerar multa para a empresa.

Ficou com alguma dúvida ou tem alguma sugestão de segurança no canteiro de obras? Fale com a gente!

Fontes: Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento do Estado de Goiás, Portal EPI’s e agências de notícias

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