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Cuidados com a escolha do terreno e nivelamento

15 de junho de 2020
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Você está à procura de um terreno e encontra um terreno inclinado (em declive ou aclive). Você sabe o que precisará ser feito no terreno para conseguir construir nele? Neste artigo vamos comentar um pouco sobre algumas possíveis soluções para se construir nesta situação. Isso tudo para te ajudar a decidir se realmente estará fazendo um bom negócio.

Bom, primeiro de tudo, o que é um terreno em aclive e declive? Terreno em aclive é aquele terreno em que apresenta a frente mais baixa que o fundo (subindo) e o terreno em declive é o oposto, em que a parte da frente é mais alta que o fundo (descendo). Simples, não!?

Uma das alternativas para construir em terrenos inclinados é manter o terreno assim e simplesmente nivelar a casa, deixando-a parcialmente suspensa, como na figura abaixo.  Apesar de ser uma solução mais simples do ponto de vista de nivelamento do terreno, este tipo de construção acaba gerando um custo para a construção da estrutura da casa. Entretanto, costuma ser a solução mais adotada em caso de um terreno muito inclinado, onde nivelar o terreno seria muito caro e complicado devido à altos custos de cortes e aterros e de muros de arrimo.

Quando o terreno é menos inclinado, pode-se simplesmente nivelar o terreno para a construção da casa. Neste caso, o importante primeiro é realizar um levantamento topográfico do terreno para saber exatamente em que nível está cada parte dele. Isso facilita muito o trabalho do arquiteto posteriormente e o ajuda a tomar a melhor decisão com relação ao nível final da residência. Para este levantamento topográfico, normalmente se contratam empresas de topografia. Pode-se tirar o nível do terreno também utilizando mangueiras de nível, mas é um método menos preciso.

Com relação à nivelamento de terrenos, recomendamos sempre contratar uma empresa especializada. Um nivelamento mal feito pode gerar diversos problemas, como recalque de calçadas, rampas com caimentos inadequados, deslizamento de taludes etc.

Caso o nível da residência seja mais baixo que o nível atual do terreno, é necessário realizar um “corte”. Neste caso, se utilizará um equipamento como a retroescavadeira para retirar o excesso de terra. Entretanto, caso o nível da residência seja superior ao terreno, é necessário adicionar mais terra, formando um aterro. Quando possível, o ideal é sempre tentar compensar a quantidade de corte e aterro, de forma que a terra tirada no processo de corte seja utilizada no mesmo terreno em algum local de aterro, como demonstrado na figura abaixo. Isso auxilia a redução de custo de bota-fora da terra excedente e o custo de aquisição de terra.

Duas questões bem importantes a cuidar:

  • Caso seja feito um aterro, este deve ser muito bem compactado. Caso contrário, ele pode ceder com o tempo e, com isso, recalcar estruturas que estejam apoiadas nele, como calcadas, por exemplo. Podem ainda ocorrer erosão ou ainda deslizamento.
  • O seu terreno não pode ficar mais baixo ou mesmo mais alto que o terreno do vizinho sem a construção de um muro de arrimo (contenção), como por exemplo na figura abaixo. Não construir um muro de arrimo nestes casos pode levar ao deslizamento do terreno do vizinho, gerando danos às demais construções.

Se a inclinação do terreno for bem pequena, aí o processo é bem mais simples. Neste caso, pode-se utilizar a mangueira de nível e piquetes de madeira para marcar o nível inicial e final. Normalmente o nível de referência utilizado costuma ser o nível da rua.  

Mesmo assim sendo mais simples, ainda recomendamos que contratem uma empresa de terraplanagem para executar o serviço. Devido ao uso de máquinas específicas, o custo da diária pode parecer alto, entretanto, a produtividade também é muito alta. Costuma valer a pena.  

E aí, bora construir!?

Fonte: Soma Urbanismo

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