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Casas pré-fabricadas: valem a pena? 

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Você já ouviu falar sobre casas pré-fabricadas? Elas são uma alternativa para aqueles que se preocupam não apenas com opções de moradias econômicas, mas também com o meio ambiente. Além disso, esse tipo de construção é considerado rápido e diminui consideravelmente a poluição e o desperdício de materiais gerados em uma obra comum.

Elas também são pensadas para ter uma eficiência energética melhorada (considerando aspectos como o isolamento e o aquecimento térmico, captação e aproveitamento de água da chuva, entre outros).

Uma grande variedade de materiais e formatos pode ser empregada: madeira, concreto, aço, entre outros. O que varia é o peso total a ser transportado pelo caminhão, mas todos permitem uma construção segura e confortável. As partes da casa (ou módulos) são encaixados entre si, e o desenvolvimento da tecnologia vem permitindo cada vez mais o desenvolvimento de projetos personalizados.

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Diversas são as vantagens de utilizar esse tipo de construção:

  • Otimização de tempo;
  • Redução de poluição e desperdícios;
  • Redução de ruídos;
  • Redução de custos (pela padronização e produção em larga escala).

Mas também existem algumas desvantagens:

    • Necessidade de maior capacitação da mão de obra;
  • Limitações de dimensões e peso dos módulos em função dos veículos de transporte disponíveis;
  • Os projetos precisam estar 100% desenvolvidos para início dos serviços, e não é permitido que obra e projeto ocorram em paralelo, que é a prática usual brasileira.

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Outros pontos positivos e negativos podem ser levantados levando em consideração o material utilizado nas casas pré-fabricadas:

  • Madeira: geralmente, tem um baixo custo, além de oferecer um bom desempenho no isolamento térmico. Esse material, no entanto, necessita de manutenção periódica para melhorar sua resistência à umidade e tratamentos para evitar a infestação de cupins e outros insetos. Pode ser vendida na forma de kits prontos para montar;
  • Concreto: o transporte é dificultado, levando em conta o peso do material. Geralmente envolve pilares prontos com encaixes para painéis de concreto que compõem as paredes. É uma ótima opção em termos de durabilidade, porém o custo é mais elevado que as outras opções;
  • Aço: como exemplo, podemos citar as casas feitas com contêineres. Nesse caso, existem limitações de acordo com o padrão de tamanho disponível para os contêineres, assim como questões relacionadas à manutenção, devido aos tratamentos para evitar corrosão. O conforto térmico pode ser um agravante: será necessário investir em isolamento para evitar que a casa fique muito quente no calor ou muito fria no inverno. O sistema também pode englobar as casas em steel frame: neste caso, os perfis estruturantes são feitos em aço, e o fechamento é realizado com painéis cimentícios, de madeira ou de gesso. A estrutura final é geralmente leve, porém a falta de mão de obra especializada prejudica a difusão dessa tecnologia no Brasil.
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Casa pré-fabricada em madeira. Fonte: https://minhacasaprefabricada.com.br/

blankCasa pré-fabricada em concreto. Fonte: http://cbhcasapremoldada.com.br/galeria/

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Casa-contêiner. Fonte: https://www.vivadecora.com.br/revista/casa-container/
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Casa em steel frame. Fonte: https://www.decorfacil.com/steel-frame/

As casas pré-fabricadas trazem inúmeras vantagens, principalmente quando se trata de questões relacionadas ao meio ambiente, além de permitirem otimizar processos. No entanto, ainda é necessário investir em capacitação de mão de obra e maior aceitação no mercado brasileiro.

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Mariana Ribeiro – Consultoria Técnica InterCement Brasil

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