Revestimentos

Como fazer uma parede com textura? 

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A aplicação de textura em paredes é uma solução fácil e muito utilizada por quem deseja ter um revestimento mais sofisticado sem abrir mão da praticidade. São diversas opções de design e produtos que devem ser cuidadosamente escolhidos, de acordo com o aspecto que se deseja, sempre harmonizando as características estéticas com conforto e segurança.

Listamos alguns passos para que a execução da sua textura fique perfeita e o resultado final seja um sucesso:

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1º passoDefinir a textura: o primeiro passo, obviamente, é decidir qual é o acabamento desejado. Atualmente, há uma infinidade de desenhos possíveis, além das texturas padrões, feitas a partir de rolos que deixam um aspecto rugoso na parede. Outro ponto importante é a textura da massa utilizada, que pode ser mais lisa ou granulada, por isso é preciso escolher com cuidado e ter em mente qual efeito gostaria de ter na sua parede.

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2º passoFerramentas: após a definição do aspecto que se deseja, é importante escolher as ferramentas necessárias. A mais importante delas, obviamente, é o rolo. O rolo utilizado pode ser de vários modelos, e cada um vai proporcionar um acabamento diferente. Alguns exemplos de rolos, aspectos do acabamento e indicações:

  • Rolo de espuma baixo: apresenta uma porosidade baixa, por isso é mais indicado para ambientes internos, especialmente para corredores e áreas de passagem, pois a rugosidade da parede não fica tão alta, e assim não existe risco de arranhões.
  • Rolo de espuma médio: o aspecto da textura feita com o rolo médio é um pouco mais “grosseiro” que o do rolo baixo, e ele pode ser usado em ambientes internos, porém não deve ser utilizado em corredores e áreas de passagem.
  • Rolo de espuma alto: o acabamento ganha um aspecto mais rústico, por isso é muito utilizado para regularização de superfícies e onde há ondulações e falhas. Não deve ser usado em ambientes internos.
  • Rolo de nylon ou vinil: também conhecido como rolo-macarrão ou cabelo de anjo, gera um acabamento parecido com o do rolo de espuma médio. É um material mais durável, porém é mais caro, e seu custo-benefício deve ser avaliado. É uma opção também muito utilizada.
  • Rolo de borracha: os rolos de borracha têm aspecto mais artístico e apresentam uma infinidade de desenhos possíveis de serem feitos com muita praticidade, basta aplicar a massa homogeneizada e rolar para desenhar. É ideal para áreas internas que pedem um toque artístico.

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Outras ferramentas importantes são os extensores, espátulas, baldes, misturadores, equipamentos de proteção individual e materiais para isolamento da área.

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Engana-se quem pensa que extensores só devem ser indicados quando a parede é muito alta, ele é sempre um aliado para que haja continuidade na aplicação.

3º passoIsolamento de áreas: é importante isolar a área a ser trabalhada, para que não respingue massa em outras áreas. Lembre-se de cobrir o chão, os móveis próximos e as paredes laterais (alguns materiais muito utilizados são a fita-crepe, plásticos e papelão).

4º passoSelar a parede antes da aplicação da textura: deve-se preparar a base antes da aplicação da textura para que haja completa aderência e não aconteçam desplacamentos, tanto da textura ainda fresca como depois de endurecida. Alguns fabricantes indicam seladores específicos ou até mesmo uma ou duas demãos de tinta branca fosca (lembre-se sempre de corrigir buracos com massa niveladora antes do selador).

5º passo – Preparar o produto: as massas são vendidas, em sua maioria, de forma concentrada e precisam ser diluídas com água. Deve-se seguir a recomendação do fabricante do produto, mas geralmente a quantidade de água necessária é cerca de 3% a 5% da quantidade de massa. Misturadores são altamente indicados para uma melhor homogeneização e otimização do tempo de trabalho.

6º passo – Aplicação: depois de preparar o produto e a base, basta aplicar. Sempre aplique em movimentos firmes e com atenção para não deixar emendas. Corrija imediatamente sempre que houver falha entre os desenhos, pois, após a secagem, as falhas podem não ser mais corrigíveis. O uso de extensores é fundamental para o sucesso da aplicação.

7º passo – Cuidado com as condições ambientais: a temperatura ambiente e a umidade podem alterar significativamente as propriedades dos materiais, por isso os profissionais devem ser capazes de prever com antecedência essas interferências. Por exemplo, em dias com umidade muito alta, o material pode escorrer e comprometer a aplicação, então é preciso utilizar menos água na diluição e obter uma massa mais consistente. Por outro lado, em dias muito quentes e secos, é necessário atentar para o fato de que a secagem pode ser acelerada, e, portanto, é altamente indicada a aplicação em mais de uma frente simultaneamente, de preferência por vários profissionais.

8º passo – Dicas extras: tenha um balde para despejar sobra de massa; jamais utilize massa que tenha caído e secado; na maioria das aplicações, não é necessária a desempenadeira, o rolo com a massa é suficiente; utilize pincéis para fazer o acabamento; e, em caso de paredes altas, utilize andaimes e a quantidade suficiente de profissionais para que não tenha emendas.

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Felipe Cedrim – Consultoria Técnica InterCement Brasil

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