Grandes Construções

Grandes Construções: conheça o Teatro Amazonas 

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O Teatro Amazonas é um cartão-postal de Manaus e um dos principais teatros do Brasil. Hoje com 123 anos, o edifício é tombado como Patrimônio Histórico Nacional e ainda preserva boa parte da arquitetura e da decoração originais.

Mas você sabia que a construção do Teatro Amazonas só foi possível graças ao ciclo da borracha? E que além de ser palco para grandes espetáculos, o edifício também abriga um museu?

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Então, aprenda mais sobre este ícone da arquitetura e da cultura brasileira!

Construção do Teatro Amazonas

No final do século XIV, Manaus vivia um período de grande progresso econômico e cultural, e isso de devia ao ciclo da borracha. Nessa época, o mundo estava de olho nessa região que era o centro da extração e comercialização do látex de seringueira (matéria-prima da borracha).

Então, assim como no caso do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a construção de um teatro em Manaus veio para suprir uma demanda por um espaço que atendesse a um grande número de pessoas interessadas em arte.

Construção da cúpula do Testro Amazonas
Barões da borracha posam em frente à construção da cúpula do Teatro Amazonas (1895) – Reprodução

O primeiro passo para a construção do Theatro Municipal do Amazonas veio no formato de um projeto de lei apresentado, em 21 de maio de 1881, pelo deputado Antônio José Fernandes. O deputado argumentava que a criação deste espaço era necessária para “a civilização da nossa sociedade” e também era boa para o embelezamento da cidade.  Então, em junho do mesmo ano, a lei foi sancionada, e o Gabinete Português de Engenharia e Arquitetura de Lisboa venceu a licitação da obra.

A pedra fundamental só foi assentada em 1884, marcando o início da construção, que se deu de forma lenta devido a entraves políticos, administrativos e técnicos. Após diversas pausas, as obras só tomaram impulso em 1892, no governo de Eduardo Ribeiro.

Arquitetura eclética do Teatro Amazonas

Para a construção, foram trazidos diversos profissionais e materiais da Europa, além de profissionais brasileiros renomados. Assim, foi construído um edifício com estilo predominantemente neoclássico, mas com a presença de outros estilos que o tornam eclético. A decoração ficou interna do teatro ficou por conta do pernambucano Crispim do Amaral, com exceção do Salão Nobre do edifício. Essa área foi entregue ao artista italiano Domenico de Angelis. Os dois artistas tentaram unir no projeto a sofisticação europeia e a exuberância da Floresta Amazônica.

Teatro Amazonas - 1906
Teatro Amazonas e Largo de São Sebastião (1906) – A Arquivo Nacional

Características do Teatro Amazonas

Sala de espetáculos

A sala de espetáculos do Teatro Amazonas tem capacidade para 700 pessoas, distribuídas entre a plateia e os três pavimentos de camarotes. O plafond (teto da sala de espetáculos) apresenta quatro telas pintadas em Paris, pela Casa Carpezot. As imagens retratam alegorias à música, dança, tragédia e também uma homenagem ao compositor brasileiro Carlos Gomes (autor da ópera “O Guarani”). Além dessas alegorias, a pintura inclui uma espécie ilustração de suporte para o grande lustre dourado com cristais venezianos. Para alguns, essa “sustentação” é, na verdade, uma homenagem aos franceses, simbolizando a Torre Eiffel.

Já as colunas no piso térreo contam com máscaras que homenageiam compositores e dramaturgos, entre eles, Aristophanes, Molière, Rossini, Mozart e Verdi.

Teatro Amazonas - Sala de Espetáculos
Teatro Amazonas – Sala de Espetáculos – Crédito: Alex Borja

Salão nobre

O Salão Nobre do Teatro Amazonas era onde aconteciam os grandes eventos sociais da época. O espaço conta com 12 mil pedaços de madeiras nobres, como pau-brasil, jacarandá, pau-marfim, pinho de riga e carvalho. Essas peças foram apenas encaixadas, não há prego ou cola.

Mas a característica mais marcane do Salão Nobre é a pintura do teto, feita por Domenico de Angelis, em 1899. A obra, batizada de “A glorificação das Bellas Artes da Amazônia”, retrata o salvamento de Ceci por Peri, da obra O Guarani, de José de Alencar. Essa é a história transformada em ópera por Carlos Gomes, outro homenageado do teatro.

Museu do Teatro Amazonas

O Museu do Teatro Amazonas foi criado em 1971 e ajuda a contar a história do edifício. O objetivo é mostrar as peças mais raras e equipamentos utilizados pelo Teatro Amazonas em diferentes épocas.

O museu conta com maquetes de óperas do compositor alemão Richard Wagner; sapatilhas e outras peças do bailarino amazonense Marcelo Mourão Gomes e de outros artistas que se apresentaram no local. Além disso, é possível ver vasos de porcelana, jarros ingleses, escarradeiras holandesas em porcelana, lâmpadas de 1896 e programas de espetáculos do final do século XIX.

Museu do Teatro Amazonas
Foto: Michael Dantas

Cúpula

A cúpula do teatro foi construída em uma estrutura de aço e revestida de cerâmica policromada. Ela conta com 36 mil peças de escamas em cerâmica esmaltada e telhas vitrificadas vindas da Alsácia (região francesa). As cores verde, amarela, vermelha e azul representam o colorido da floresta e dos pássaros da Amazônia.
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Curiosidades sobre o Teatro Amazonas

  • O Teatro Amazonas e o Monumento à Abertura dos Portos apareceram no episódio no episódio “You Don’t Have to Live Like a Referee”, de Os Simpsons.
  • Além disso, o teatro também aparece na animação hollywoodiana Rio 2.
  • Em 2006, o Teatro Amazonas foi inserido no samba-enredo “Amazonas, o Eldorado é Aqui”, da escola de samba carioca Grande Rio.
  • O edifício é cenário natural para os telejornais Bom Dia Amazônia e Jornal do Amazonas, da Rede Amazônica.
Manaus em Os Simpsons
Teatro Amazonas em cena de Os Simpsons – Reprodução

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Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Amazonas e agências de notícias

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