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Mês da Mulher: Mulheres que fizeram história na Construção Civil

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Mulheres que fizeram história

As mulheres têm ganhado espaço na construção civil. Hoje, elas já são mais de 200 mil trabalhadoras nessa área, só no Brasil.

Apesar de ainda ser muito pouco, comparado à quantidade de homens, esse já é um crescimento muito positivo.

E isso é reflexo do engajamento de muitas mulheres no decorrer da história. Personagens talvez pouco conhecidas foram fundamentais em grandes obras.

Conheça algumas mulheres que fizeram história na Engenharia e Arquitetura!

Enedina Marques

Enedina Alves Marques foi a primeira mulher a se formar em engenharia no estado do Paraná e a primeira engenheira negra do Brasil.

A engenheira era filha de um casal de negros provenientes do êxodo rural após a abolição da escravatura em 1888. A família chegou em Curitiba em busca de melhores condições de vida.

Se formou em Engenharia Civil na atual Universidade Federal do Paraná, no ano de 1945. Era a única mulher de sua turma.

Enedina participou da construção da Usina Capivari-Cachoeira, que é a atual Usina Governador Pedro Viriato Parigot de Souza. A obra é a maior central hidrelétrica subterrânea do sul do país.

Elmina Wilson

Elmina Wilson foi a primeira mulher a receber um grau de quatro anos em Engenharia Civil. Além disso, ela foi a primeira mulher a ensinar engenharia, na Universidade do Estado do Iowa, nos EUA.

Assim, ela abriu as portas para que mulheres pudessem ingressar na Engenharia Civil como uma carreira. Isso porque, no Século XIX, a carreira era vista pela maioria das pessoas como inadequada para meninas.

Emily Roebling

Emily Roebling foi responsável pela construção da famosa Ponte do Brooklyn.

Para ajudar o marido, que assumiu a construção após a morte do pai, ela estudou muitos tópicos de engenharia, incluindo matemática, resistência dos materiais e construção de cabo.

Assim, quando o marido ficou doente em 1872, Emily assumiu a supervisão diária da obra que, sem ela, estaria inacabada.

Emily Roebling foi também a primeira pessoa a cruzar a ponte, ainda inacabada, uma semana antes de sua abertura, montada a cavalo.

A placa dedicatória da ponte tem seu nome incluso, reconhecendo seu papel na obra que é considerada uma das maiores realizações de engenharia da época.

Lina Bo Bardi

Lina Bo Bardi foi uma arquiteta modernista ítalo-brasileira. Lina nasceu em Roma e morreu em São Paulo, e muitos dos marcos desta cidade foram construídos por ela.

É o caso do MASP, cartão postal da cidade, e da Casa de Vidro, local onde morou e que hoje abriga o Instituto Lina Bo Bardi.

Lina abriu caminho para a participação intelectual, política e nas oportunidades de trabalho, sendo ela uma arquiteta, em uma época em que essa profissão era quase exclusiva dos homens.

Zaha Hadid

Zaha Hadid foi a primeira mulher a receber o Pritzker, a maior premiação da arquitetura internacional. Além disso, ela também recebeu a medalha de ouro do Royal Institute of British Architects.

A arquiteta nasceu na cidade de Bagdá, no Iraque, e viveu em Londres até sua morte, em 2016. Nos anos 80, ela fundou seu próprio escritório, o Zaha Hadid Architects, que a fez conhecida mundialmente.

Seu design não linear, desconstrutivista, acompanhado de curvas, formas e perspectivas também foi responsável por esse conhecimento.

Gostou de conhecer essas histórias? Então, continue acompanhando a série do Mês da Mulher no Blog do Amigo Construtor. E não se esqueça de deixar a sua sugestão para a gente!

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